domingo, 4 de abril de 2010

Ficus Benjamina ou Figueira Chorão.

Ficus Benjamina ou Figueira Chorão.


Planta tóxica (a seiva).

Ficus Benjamina (Figueira chorão) a verde e a "variegata"


A bibliografia refere a existência de cerca de 800 espécies de ficus.



Planta angiospérmica (sementes escondidas no fruto) da Família das Moraceae, de folhas perenes (perenifólia), a ficus benjamina é originária da Índia, Himalaias, Malásia, Norte da Austrália...

Actualmente encontra-se disseminada por quase todos os países tropicais e sub-tropicais.

Figueira chorão, folhas.


Os seus ramos pendentes e a folhagem densa (quando saudável) dão-lhe um aspecto muito atraente e por isso tem grande procura como planta ornamental. As folhas são ovaladas e tem a orla ligeiramente ondulada, de cores que vão do verde escuro até verde acinzentado, com manchas mais claras, na sub espécie “variegata”.

Ficus Benjamina "variegata"

Pode possuir frutos pequenos, de cor verde, tipo figo, que ficam vermelhos ao amadurecer.

A fícus benjamina adapta-se bem a planta de interior e é muito conhecida, difundida e preferida pela sua resistência e beleza.

As variedades distinguem-se pelo tamanho das folhas.



Como planta de interior atribuem-se-lhe algumas “exigências”:



1. Exige locais claros (com muita luz) mas não “gosta” de exposição ao sol do meio dia. A temperatura da terra deve manter-se à volta dos 20º.

2. Não aprecia mudanças de lugar, correntes de ar, encharcamentos ou ar-condicionado.

3. Utilizar terra (substracto) com boa drenagem, composto por terra vegetal, turfa e areia, na proporção 1:2:1

4. Não tolera encharcamentos, mas a terra deve manter-se sempre húmida. Gosta de ser pulverizada (com água) regularmente.

5. Na Primavera Verão e Outono adubar todas as semanas ou de 15 em 15 dias. No Inverno adubar de 2 em 2 meses.

6. O ar seco pode ajudar a proliferação de ácaros vermelhos. A pulverização regular evita esse problema.

Enfim, uma verdadeira “planta de estufa”...

Quem a cultiva e a vende, ameaça que, se estas condições não forem respeitadas, as folhas da planta ficam amarelas e caem e as raízes apodrecem... Mas a planta regenera-se tão logo o problema seja resolvido (ou a planta tenha tempo para se adaptar, dizemos nós...)

De facto, segundo a nossa experiência, a ficus é muito mais resistente e muito menos exigente do que se diz. Nem outra coisa seria de esperar duma planta que cria raízes fortes e grandes  a ponto de rebentar com canos e até com os alicerces das casas, para ir em busca de água... Essa é uma característica de plantas bem resistentes.
Ao que pudenos constatar, a ficus tolera vários tipos de terra (substracto) e consegue crescer razoavelmente em vasos pequenos, sem criar grandes raízes. Pode estranhar muito e ressentir-se, se a mudança for brusca e se exposta a sol intenso, mas recupera... e do que gosta mesmo é de estar na rua...

Ficus benjamina, figueira chorão, numa floreira na Rua.


A ficus também é muito fácil de reproduzir por meio de estacas que, em condições óptimas, nem chegam a perder as folhas que trazem da planta mãe.



Segundo os entendidos, para “bonsai” adaptam-se bem a Fícus benjamina exótica (Fícus de java), e a Fícus benjamina "natasha", que sobrevivem até em ambientes com pouca luz.


Plantada ao ar livre e na terra, cresce até formar árvores muito altas, com cerca de 30 metros, de copa grande e densa. Mas cuidado! Porque, tal como acontece com as figueiras comuns, a ficus também é capaz de criar raizes para “ir em busca de água” e romper as canalizações, as floreiras e até os alicerces das casas. Portanto, é uma espécie a evitar próximo das habitações.

O problema pode ser de dimensões tais que levou alguns municípios do Brasil a erradicar os exemplares existentes e a proibir a sua plantação...

Algumas dicas para evitar esses problemas são:

1. Manter a planta em vasos de modo a poder ser vigiada quanto ao crescimento das raízes;

2. Podar regularmente, não deixando que se desenvolva demasiado;

3. Fornecer água q.b. e borrifar (pulverizar) com regularidade (assim a planta não tem necessidade de criar raízes extensas)

Quando são plantadas ao ar livre e crescem sem constrangimentos, a sua copa frondosa e a sombra espessa que proporcionam também impedem o crescimento de qualquer outra espécie dentro do perímetro da sombra...


Diz-se que a fícus, mantida dentro de casa, filtra as toxinas do ar.

A sua seiva, leitosa e algo resinosa, (latex) é venenosa e pegajosa, mancha os tecidos e pode provocar irritação da pele e reacções alérgicas: comichão nos olhos e na pele, tosse e dificuldades respiratórias. No entanto, segundo se diz, estes sintomas só duram poucos minutos.

Deve ser manuseanda e cuidada usando luvas de borracha.


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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Malva Comum

Nome científico: Malva Parviflora L.



Malva Parviflora. As folhas vistas de perto

As malvas são muito conhecidas e muito usadas como remédio caseiro para os mais diversos males.



Malva Parviflora em flor




Malva Parviflora "aos montes"


Malva Parviflora.um pé que se destaca por ser mais alto


São plantas herbáceas que atingem menos de um metro de altura e que aparecem espontaneamente nos campos.

É indicada para afecções da boca, do aparelho digestivo e  também é muito usada para os problemas do aparelho genital feminino.
Usa-se também como emoliente, béquica, calmante, oftálmica, odontálgica, peitoral...
ou seja, usa-se para afecções da boca e mau-hálito, afecções da laringe, dor de ouvidos e das pálpebras, para úlceras, etc.

Devem usar-se as folhas secas, as flores e as raízes

Mas cuidado porque como "não há bela sem senão", diz-se que esta planta tem tendência a acumular níveis tóxicos de nitratos...


Há outra espécie de malvas: Malva Sylvestris que é usada como planta ornamental e que também tem uso medicinal.




Este pé de malva é silvestre (nasceu espontãneo, por aí), se é silvestris ou parviflora não sei... mas é linda

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Diefenbáquia - Planta Tóxica

Planta Tóxica

As Lindas e PERIGOSAS Diefenbáquias:


Também conhecida como: Comigo Ninguém Pode

Eu pensava que este nome: "Comigo Ninguém Pode" lhe adviesse do facto de ser uma planta muito tóxica... Mas, afinal, deve-se ao facto de ser considerada como uma planta que protege do mau-olhado, da inveja, (das energias negativas) etc.
Verdade ou ficção, o facto é que a minha diefenbáquia apareceu com uma laceração, numa folha, quando eu vivi esta "História de Horror"...

As diefenbáquia, são plantas decorativas muito comuns por serem muito vistosas. Consoante as variedades, as diefenbáquias poderão exceder 1,50m de altura, Os seus caules espessos, semelhantes a canas e sem ramificações, produzem folhas macias e carnudas em pecíolos fortes com bainhas. Têm folhas lanceoladas, estreitas, com vértices pontiagudos, verde escuras com manchas verde-amareladas e/ou brancas.

Sao plantas de interior, que querem locais húmidos e com claridade, mas não toleram exposição ao sol.
Devem ser regadas de modo a estarem sempre húmidas mas NÃO encharcadas para que as raízes não apodreçam. Querem água não calcária (água destilada; ou mistura de água destilada com água comum; ou água da chuva)
Reproduzem-se facilmente plantando os rebentos...

Toxicidade:


A toxicidade das diefenbáquias e os cuidados a ter são descritos assim:

- Lave muito bem as mãos depois de retirar folhas murchas ou de cortar estacas das diefenbáquia. A seiva é venenosa e, se penetrar na boca, provoca tumefacção, dor e perda temporária de voz.

- O látex da planta provoca irritação na pele, pelo que se aconselha manuseá-la com luvas de borracha e não colocar quaisquer partes da planta na boca.

- Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimadura, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contacto com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas

Quanto à variedade com o nome científico: Dieffenbachia ‘Camille’


- Sabe-se que a seiva leitosa, concentrada no talo e junto ao pecíolo da folha, era usada, tradicionalmente, por indígenas amazónicos para envenenar a ponta dos seus dardos de caça. O simples contacto da mão sobre os olhos após a sua manipulação, produz cegueira temporaria. Pode causar a morte de um bébé em pouco menos de dez segundos e, normalmente, asfixia uma pessoa em pouco menos de vinte minutos.... Nunca se deve manipular sem luvas de cabedal ou borracha e sempre com extrema precaução.

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Uma história de envenenamento por diefenbáquia, que me chegou através de email:

"Um familiar estava a regar as plantas do seu escritório e, por un acto irreflectido, levou à boca, durante menos de um segundo, um pequeno pedaço de uma folha de uma diefembáquia como a da foto. Imediatamente sentiu o ardor de uma queimadura... correu para o sanitário e, ao ver o seu rosto reflectido no espelho, ficou em pânico por constatar que estava a ficar totalmente roxo. A língua ficou bastante inchada...


Um amigo que estava com ele levou-o, num táxi, à Clínica de Sanitas.... O trajecto, de cerca de meia hora, pareceu-lhe uma eternidade... crescia a dificuldade em respirar e a dor intensa que sentia, nas vias respiratórias, era insuportável.

O amigo do meu familiar teve o cuidado de levar um pedaço da planta para a clínica. Foi atendido de imediato e prestaram-lhe os primeros socorros através de medicamentos à base de corticóides para atenuar a hiperactividade brônquica. Também recebeu oxigénio. Foi internado na Unidade de Cuidados Intensivos e os médicos temeram que pudesse não sobreviver a uma paragem cardíaca. Estiveram prestes a entubá-lo. Apesar da rápida assistência, os seus órgãos respiratórios internos sofreram graves lesões... Um dos pulmões começou a colapsar, a parte interior das vias aéreas superiores encheu-se de chagas, a boca de aftas e a dor era tão intensa que nem a morfina o aliviava.

Ficou internado na UCI mas recuperou.

Os médicos ficaram admirados por ele ter sobrevivido mais de dez minutos ao contacto com a venenosa planta...
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Segundo o email, esta informação está a ser distribuída em desdobrável, nas Farmácias, em Espanha

É caso para dizer: há situações em que a ignorância pode matar...

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Neste blog encontra a descrição e fotos doutras plantas tóxicas. Portanto, informe-se e não facilite!

Eis uma lista de nomes comuns de plantas que podem ser perigosas:

Plantas venenosas: alfenheiro, antúrio, azálea, beladona, buxo, campainha, cicuta, crisântemo, diefenbáquia, filodendro, hera, hortênsia, jarro, lírio-dos-vales, loendro, rododendro, teixo, trevo, visco.


Plantas irritantes (podem causar erupções cutâneas): amarílis, bagas de azevinho, bagas de espinheiro, bolbos de tulipas, cíclame, craveiro, gerânio, íris, jacinto, margarida, narciso, poinsétia, rainúnculo

Nesta página encontra informação sobre algumas plantas tóxicas.

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